terça-feira, 7 de setembro de 2010

The DS Chronicles: Chapster I

Os punhos cerrados atingiram uma poça d’água. Por algum motivo os joelhos se dobraram perante a chuva forte que caía e as mãos acompanharam o movimento ríspido. Gotas deslizavam pelos fios de cabelo e despencavam como em câmera lenta.

A camiseta, encharcada, apenas aumentava a sensação de frio do ambiente que nada alterava a temperatura interna do corpo. Uma relação um tanto paradoxal, mas pouco conveniente ao momento. O externo pouco me manipula, assim faz somente quando eu o desejo.

Procurei abrigo debaixo de um toldo, uma vez que o tempo ficava cada vez pior e eu não conseguiria seguir em frente. Não naquele instante. Não com tantas coisas passando por minha cabeça.

Flashbacks e encontros demais para uma noite apenas, os neurônios necessitavam de tempo para digerir o ocorrido. Talvez mais tempo do que eu presumisse ou que os próprios estipulassem.

Uma noite ou mais, uma semana com pouca probabilidade. Ampulhetas não resolveriam essas questões, mas sim, distorceriam as migalhas de raciocínio já aclamadas por alguns célebres dos incontáveis integrantes de meu cérebro. Deixarei que trabalhem calmamente, em seu ritmo, em sua sintonia. Posteriormente recolherei os resultados.

Por hoje, basta-me apenas esperar o temporal passar para ir embora. Reclinar-me em uma poltrona, fitar a calmaria da janela para que ela penetre meus olhos e auxilie meus pequenos companheiros em suas atividades corriqueiras e indispensáveis.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Playlist #3 - Um olhar para o passado...

Porque hoje estou meio saudosista...

(Essa conterá histórias e não trechos)

1 - In the End - Linkin Park
A música que me fez ingressar no mundo do rock...
http://www.youtube.com/watch?v=1yw1Tgj9-VU

2 - Boiler - Limp Bizkit
Embalou meu início de adolescência...
http://www.youtube.com/watch?v=qex0OjXolzc&feature=av2e

3 - Scar Tissue - Red Hot Chili Peppers
Lembro-me de ouvir muito essa música na madrugada que antecedeu minha primeira viagem sozinho à Curitiba. Depois dessa viagem houve muita história a se contar, e lembro de cada detalhe sempre que ouço essa música...
http://www.youtube.com/watch?v=TGObF2q63Ew

4 - Only One - Yellowcard
Uma música que me faz lembrar muito da pessoa envolvida na história acima...
http://www.youtube.com/watch?v=RJLkcPhVi9w&feature=av2e

5 - Whiskey in the Jar - Metallica
Acompanhou-me quando fiz vestibular e acompanha-me até hoje. Uma das minhas preferidas...
http://www.youtube.com/watch?v=h4EA-ADYaCo

6 - The Trooper - Iron Maiden
Incontáveis histórias ouvindo sua melodia, não dá para postar tudo aqui...
http://www.youtube.com/watch?v=Y9KJC5Jhk9Q&feature=fvst

7 - Jesus of Suburbia - Green Day
Segundo meus melhores amigos, quando a ouvem sempre lembram de mim. Algo como "marca registrada"...
http://www.youtube.com/watch?v=FNKPYhXmzoE

8 - The Ice is Getting Thinner - Death Cab for Cutie
Do começo e do fim de 1 ano e dois meses...
http://www.youtube.com/watch?v=Y_7avY5NpZ4

9 - Enjoy the Silence - Depeche Mode
Porque aquele momento ainda reverbera em minha alma depois de tantos anos...
http://www.youtube.com/watch?v=Ie0aW-Xyc8A

10 - Warbrain - Alkaline Trio
Perfeita, e nada mais...
http://www.youtube.com/watch?v=3cwWCbBQ-cc

sábado, 14 de agosto de 2010

De tudo o que sobrou...

[So please remember me, finally and all my uphill clawing. my dear, but if i make the Pearly Gates I’ll do my best to make a drawing of God and Lucifer, a boy and girl, an angel kissin’ on a sinner, a monkey and a man, a marching band all around the frightened trapeze-swinger... (Iron & Wine)]

De tudo o que era bom, me restou pouco. Daquilo que me fazia despertar às seis da manhã e correr para pegar o ônibus. Que me fazia cozinhar a janta ansioso por chegar as 22:10h. Que me fazia sentir como criança aguardando o final da semana, para ter tempo para o que mais gostava de fazer. Que dava calor aos meus braços nas noites frias.

De tudo o que me fazia refletir sobre o tempo, quase nada existe. Daquilo que me fazia esquecer o passado e lembrá-lo raramente. Que fazia do meu presente algo indissociável da sua presença. Que me fazia olhar para o futuro com a esperança de ver rugas em nossas mãos. Horários de transporte coletivo que foram decorados esvairam-se da memória.

De tudo o que dizia respeito a espaço, as concepções sofreram alterações. Aquilo que era outrora um recanto, tornou-se uma casa vazia. O que era um ponto de chegada e permanência, transmutou-se em local inatingível.

De tudo o que era minha certeza, fatos a meu respeito contestaram. Aquilo que chamam de dúvida surgiu perniciosa à minha cabeça. E todo o tempo, o espaço, toda a história foi lançada à calçada por minhas mãos.

Do que era o sentimento mais intenso por mim sentido, sobrou a saudade, a questão incalável a respeito das causas de nosso insucesso. Sobrou o desejo de que ela seja feliz, de um modo como eu talvez jamais pudesse proporcionar, de que ela alcance seus sonhos e viva tranquila.

Sobrou o desejo de que se lembre para sempre das coisas boas que passamos juntos e que as mágoas passem logo, que ela lembre do que sempre senti...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Enquanto aguardo...


Faz de teus braços minha casa,
De teu corpo meu leito,
De teus lábios minha existência.

Faz de meu amor tua vida,
De minha jura tua crença,
De meu carinho tua felicidade.

Faz do minuto juntos a eternidade,
Das mãos unidas o destino,
De dois pensamentos a unidade.

Faz da distância o pó do vento,
Da espera o reencontro,
Do beijo a recompensa.

Façamos da vida uma brincadeira,
Do tempo nosso aliado,
Da companhia nossa música.

Façamos de tudo o que existe
Apenas nós.
A sós.


Poema dedicado àquela que amo e que já há dez meses me alimenta com seu carinho, que leva-me à felicidade.

Te amo Pâmela.

domingo, 21 de março de 2010

Novos velhos desatinos...

[De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver se o vento ainda está forte... (Legião Urbana)]


Ausentei-me. De mim mesmo e de meu espírito. De minha alma e a vida que sempre habitei. O que agora vos fala já não reside no mesmo endereço (literalmente desde a primeira semana de fevereiro, daí um grande motivo para a ausência das alucinações aqui expostas). A vida correu, e ainda corre, a uma velocidade fulminante. Trabalho, universidade, estágio, namoro, casa nova (morando sozinho).
Sobre essa experiência tenho dois breves apontamentos a serem feitos, acerto-me muito bem com as panelas e qualquer outro utensílio necessário à essa vida, e também não sofro da solidão. A solidão é velha companheira e não me maltrata, apenas dialogamos quando se precisa.
Explanados os fatos que me levaram ao sumiço deste outrora periódico, deixo no ar a causa de estar absorto do que me acorrenta a esse chão. Ouse adivinhar, ouse arriscar, quem sabe terá a sorte de acertar, mas não saberá se sua resposta é certa, ou não.
Por enquanto, basta-lhe saber que estou voltando aos poucos. E que nesse ritmo desprovido de absolutismo na certeza quanto aos horários, os dedos se moverão pela força de alguns neurônios que ainda restam e que ainda me verão por aqui. Não será dessa vez que a sanidade me tomará por completo e me afastará dos meus escritos. Ainda não.